If I had known this before breastfeeding, everything would have been different
Durante a gravidez eu tinha medo do parto, da cesárea e das dores!
Mas nunca imaginei que o maior desafio começaria justamente depois que meu bebê nasceu.
Hoje quero contar tudo o que vivi no meu primeiro mês amamentando.
Depois entra:
Neste artigo você vai descobrir…
O maior desafio aconteceu algumas semanas depois… e quase me fez desistir de amamentar.
1. Durante a gravidez eu imaginava uma coisa… a realidade foi outra
As dúvidas da primeira gestação são muitas. E tudo começou quando eu descobri a gravidez, eu fiquei com medo de muitas coisas, pensando no que poderia acontecer, dor do parto, anestesias, cortes e etc.
Mas não pensei na parte da amamentação, até mesmo porque para mim a parte da amamentação seria a mais fácil. “Na minha cabeça, seria até mais fácil do que enfrentar as limitações da barriga no final da gravidez.”
Do início da gestação até o sétimo mês eu não sentia absolutamente nada! Entre o oitavo e o nono mês de gestação eu sentia leves dores nos seios de vez em quando. Ser for paras comparar de 0 á 10. era apenas um incômodo com nota 2/3.
Então eu imaginava que a amamentação era fase satisfatória e tranquila de estar levando o alimento vital para meu bebê. Antes do parto, eu tinha certeza de três coisas:
• meu bebê iria mamar naturalmente;
• o leite desceria sem dificuldades;
• amamentar seria um momento tranquilo.

As primeiras horas de amamentação;
Na primeira hora do nascimento do meu bebê eu fiquei preocupada com a questão de dar mama para o o meu bebê, já que eu nem pensei na hipótese de fórmulas. amamentação, mãe de primeira viagem, leite materno.
1º Assim que nasceu o meu bebê, a enfermeira confere se a mãe está produzindo leite ou não. Pois na primeira hora de vida o bebê precisa de: cerca de 2 a 7 mL de colostro (aquele primeiro leite de cor amarelo escuro que sai antes do leite mais líquido e branco.) Conforme explica o Australian Breastfeeding Association.
(fórmulas) A fórmula infantil é um alimento desenvolvido para atender às necessidades nutricionais do bebê quando a amamentação não é possível ou precisa ser complementada, sempre com orientação de um profissional de saúde. São aqueles leites como por exemplo o NaN.
Ela é produzida para se aproximar da composição do leite materno, embora não o substitua em todos os seus benefícios.
No meu caso “eu não estava produzindo leite, então meu bebê foi levado pela enfermeira para tomar a dosagem de leite que é o primeiro que o bebê toma.
Em seguida foi devolvido a mim, para que ele pudesse começar a sucção e para que aos poucos o leite fosse descendo.
2º Após isso, o meu bebê começou aos poucos as primeiras mamadas, nas primeiras sucções eu não sentia que o leite estava saindo. Por isso tinha a sensação de que o bebê estava com fome.
Mas quando ele chorava eu sempre oferecia o seio, já que o estômago de um recém-nascido é pequeno e ele mamava poucos minutos.
Conforme foi passando os dias no hospital (fiquei 4 dias e meio já que meu bebê nasceu de forma cesárea) o bebê foi aprendendo a mamar e aos pouquinhos eu sentia que ele se sustentando, mas a brincadeira foi ficando séria quando chegamos em casa...
2. Achei que estava tudo dando certo… até chegar em casa.
A primeira pega foi fácil quando chegamos em casa, desde o início já havia decido que não daria outro bico, chupeta ou mamadeira.
Não sei ao certo se isso ajudou, mas adiante nesse texto você vai ver o erro grande que cometi, que fez ele chorar, chorar e não pegar o mama.
Sem perceber, comecei a oferecer quase sempre o mesmo seio. Isso fez um lado ficar muito cheio, enquanto o outro era mais esvaziado. Hoje eu alternaria as mamadas desde o início.
Mas no início estava tranquilo até que chegou a…
Ingurgitamento Mamário (pior coisa pra mim) Foi quando achei que não conseguiria continuar amamentando.
No meu primeiro dia em casa, meus seios começaram a ficar duros, doídos e muito cheios. Quanto mais cheio e não esvaziados pelo bebê, mais dores, desconfortos e insegurança.
MAIS DORES: Por que o leite fica “empedrado, já que o bebê não está mamando.” (No meu caso era muito nos dois seios, e eu acostumei dar mama de um lado só.) Resumindo um dos 2 seios ficava, grande e empedrado.)
DESCONFORTO: Desconforto já que o simples fato de encostar dói e dói muito! Para dormir de barriga para baixo, sem chances com uma quase Mastite.
INSEGURANÇA 1: A sensação de ficar com roupa molhada com tanto leite saindo e marcando a roupa é horrível, que tive que recorrer para o absorvente de seios. Muito leite saindo e transpassando o sutiã e até a blusa.
INSEGURANÇA 2: A segunda insegurança que senti foi me sentir “defeituosa“. Como acostumei dar mama mais de um lado do que outro, um seio ficou maior que outro.
E a diferença era notável até mesmo com blusa de frio. E não se engane, apenas o fato de dar mama do mesmo lado por 2 dias, já pode fazer um seio ficar visivelmente maior que o outro.

Por que isso acontece?
Isso geralmente acontece, pois quando o bebê começa a sugar, os dois seios trabalham para produzir mais.
Quando você estiver amamentando de um lado, pode notar que no outro seio tem uma sensação de uma pequena cãibra. E isso é natural, o nosso corpo entende a necessidade do bebê.
3. A dúvida que não saía da minha cabeça
Se você é mãe, não se preocupe essas fases passam e você começa a se acostumar.
Mas tinha dúvidas que me tiraram o sono e vou te mostrar como lidei com isso:
Será que meu bebê estava mamando o suficiente?
Eu pensava isso o tempo todo, pensava que ele estava com fome e não conseguia mamar. Até que na primeira consulta de 7 dias, a pediatra me informou que o normal é o bebê engordar de 600-800 gramas por mês.
Logo no primeiro mês o meu bebê engordou 1.200 gramas, isso me tranquilizou e me assustou foi mais da metade do ideal.
A resposta da pediatra foi: “como seu bebê está mamando somente no seio, está saudável e pode continuar na livre demanda, que nada mais é do que deixar o bebê mamar quando ele tiver vontade.
Após os três primeiros meses o bebê entra em uma curva de peso mais natural, informação do Ministério da Saúde do Paraná.
Será que meu leite era suficiente?
No início pensei muito isso, até que depois do 5º dia do meu bebê eu observava que tinha bastante leite, até mais do que ele poderia consumir.
Era normal ele querer mamar tantas vezes?
Tinha alguns momentos (ainda quando recém-nascido que ele conseguia ficar até 40 minutos no seio). Nem todo esses 40 minutos ele mamava.
Mas depois de 1 mês, ele começou mamar várias vezes durante o dia, mas cerca de 2 á 5 minutos.
Ele começo mamar mais vezes ao decorrer do dia já que mamava menos.

4. Descobri que a amamentação vai muito além de alimentar
Esse ponto é um dos mais satisfatórios que observei ao amamentar.
- vínculo > você passa a ter uma sensação de satisfação ao alimentar seu bebê.
- Contato pele a pele: percebi que o simples contato com a minha pele deixava meu bebê muito mais calmo.
- olhar do bebê > o olhar do bebê para a mãe é aquele olhar apaixonado.
- mudanças na rotina > a mãe tem a rotina alterada em todos os aspectos, desde uma banho a vida conjugal. Mas acredite, vale a pena e você vai se ajustando aos poucos.
- novas responsabilidades > você passa quase o tempo todo em função do seu bebê.
5. O maior desafio que enfrentei no primeiro mês
Meu maior desafio foi:
MAMILOS RACHADOS, DOR E FERIMENTOS NO SEIOS:
Nas primeiras semanas que comecei amamentar, a dor ficou quase insuportável. O motivo foi que começou a sair pele do bico do meu seio formando uma pequena feridinha.
A dor era muito que o simples fato de encostar na blusa ou lingerie, tinha sensação de que estava queimada a pele.
Até que me disseram de um creme para mamilos rachados. Para tratar a dor e os ferimentos me indicaram cremes a base de Lanolina.
Importante: esse creme funcionou para mim, mas cada mãe deve procurar orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento.
Comprei um creme com uma textura de mel bem encorpado e realmente me ajudou muito.
Além disso outras duas questões me incomodaram:
- cansaço > o cansaço começou a apertar após o 1º mês que ele começou a ficar mais ativo e dependente da minha atenção.
- palpites de outras pessoas > como eu temia isso! Nunca consegui lidar muito bem com os palpites e isso começou a me incomodar, quando ouvia coisas como, “faça isso, não faça assim“. Isso me amadureceu como mulher e como mãe.
Aprendi com isso que devo sim expor minha opinião, com respeito e educação e não devo me calar.
6. Minha primeira viagem amamentando
Sabe quando você é mãe de primeira viagem e tem medo e vergonha de tudo? Foi isso que aconteceu.
Na minha primeira viagem tive que dizer para mim mesma ”não me importa, vou amamentar em qualquer lugar se meu bebê precisar.” e assim foi indo e vergonha foi passando.
- medo de sair de casa > aquele medo bobo, eu pensava “ah, mas as pessoas vão ver.’
- organização da bolsa > a organização vira bagunça, você não sabe se está levando muita ou pouca coisa.
- amamentação fora de casa > um desafio em cada lugar, com 7 dias fui ao centro e tive que parar para dar mama em um banquinho, não tinha o que fazer. Tive que me virar, sentada, de croqui, ajoelhada, deitada e etc… acredite, você dá conta.
7. Os conselhos que ouvi… e quais realmente ajudaram
Isso pode ser chato no começo. Você muitas vezes com dor, preocupações, cansada e muitas pessoal palpitando.
Conselhos que me ajudaram
- confiar no meu instinto, e viver a maternidade do meu jeito sem me espelhar em ninguém;
- buscar orientação profissional quando necessário;
- descansar sempre que possível;
- beber bastante água e me alimenta de forma saudável por mim e pelo bebê
Conselhos que só aumentaram minha ansiedade
“Não faça isso que vai acontecer tal coisa com o bebê”, “deixa que eu faço isso você não sabe.”
Esses “conselhos” agem como invasores e como um tipo de ordem e não de um conselho bondoso e genuíno. Hoje não permito mais esse tipo de palpites que me desmerecem como mãe.
8. Pequenas coisas que fizeram toda a diferença
Hábitos, objetos ou estratégias que facilitaram sua rotina.
- almofada de amamentação, se não tiver pode usar um travesseiro mesmo.
- garrafa de água sempre por perto, sério AMAMENTAR TRIPLICA SUA SEDE.
- lanches rápidos, como sempre coisinhas porque as vezes você não consegue almoçar ou jantar direito para tomar conta do bebê.
- roupas confortáveis, o conforto é obrigatório para as mães. Você não vai conseguir ficar trocando de roupas todas as horas, principalmente quando o bebê adormece no colo;
- organização da rotina. Talvez não seja tão fácil, mas tente se organizar o máximo que puder.
Minha experiência
Tudo o que compartilho neste artigo aconteceu comigo durante o primeiro mês de amamentação do meu filho. Cada mãe vive uma realidade diferente, por isso este relato não substitui a orientação de médicos ou profissionais de saúde.
9. O que eu gostaria que tivessem me contado antes
Essas pequenas coisas me ajudariam muito se eu soubesse antes:
- Ninguém fala quanto tempo um recém-nascido pode passar mamando;
- O corpo não muda tanto assim o emocional muda muito mais.
- Não compre tantas coisas e roupas, eles crescem muito rápido.
- Tudo melhora aos poucos, as coisas vão criando rotinas e a alegria fica contagiante.
- Aprenda amamentar deitada, isso ajuda a mãe descansar também.
- A cicatriz da cesárea ameniza muito rápido usando Drenilson e creme específico para essa área do corte.
10. Um mês depois, eu já não era a mesma mãe
A minha evolução:
- Confiança: Aos poucos, você ressurge e sua confiança aumenta. Coisas que antes pareciam impossíveis passam a fazer parte da rotina.
- Aprendizado: Aprendi muito com meu bebê. Um simples sorriso dele era suficiente para me fazer esquecer o cansaço das noites mal dormidas.
- Como enxergo a amamentação hoje? Prazerosa. Essa palavra define o que sinto atualmente. “Hoje vejo a amamentação como um dos momentos mais especiais da maternidade. Aquela dor do começo deu lugar à conexão, ao carinho e à tranquilidade que sinto quando meu filho está nos meus braços.”
- Se você também passou por dificuldades no primeiro mês de amamentação, compartilhe sua experiência nos comentários. Sua história pode ajudar outra mãe que está vivendo exatamente esse momento.
Conselho:
Você é mais capaz do que imagina, a amamentação eu defino como “um processo de amor e aprendizado.”
No primeiro mês amamentando você vai aprender muitas coisas novas, mas o encanto está no processo, o leite materno ajuda seu bebê ficar fortes e saudável, e para quem é mãe de primeiras viagem.
A maternidade é algo lindo para ser vivido e você precisa de calma, paciência e tranquilidade para poder sentir isso.
Um bebê recém-nascido precisa de um cuidado todo especial já que é mais pequeno e fraco e amamentar com leite materno é primordial.
A rotina com recém-nascido podem ter dificuldades para amamentar e principalmente quando se trata de viagem com bebê, mesmo que em curto período, viajar amamentando se torna um desafio que necessita de paciência.
E se te tranquiliza acredite o puerpério passa muito rápido, ontem mesmo meu bebê era apenas um RN, hoje já está indo para 5 meses.
Outro conselho válido é água durante as mamadas, é extremamente importante para a hidratação da mãe e do bebê. O vínculo entre mãe e bebê é lindo.
Conclusão
Se eu pudesse voltar no tempo e conversar com a Luana que estava grávida, eu diria apenas uma coisa: não tenha medo da amamentação.
Amamentação pode ser muito mais difícil do que imaginamos nos primeiros dias. Existem dores, inseguranças, noites sem dormir e momentos em que pensamos que não vamos conseguir.
Mas também existem descobertas que transformam completamente a maternidade.
Hoje entendo que amamentar não é apenas alimentar um bebê. É criar vínculo, transmitir segurança, acalmar um choro apenas com um abraço e perceber que, aos poucos, nós também vamos aprendendo junto com nossos filhos.
Cada mãe tem uma experiência diferente. Algumas enfrentam mais dificuldades, outras menos. O importante é não se comparar e buscar ajuda sempre que sentir necessidade.
Se você acabou de dar à luz e está passando por um momento difícil, saiba que isso não significa que você está fazendo algo errado. O primeiro mês costuma ser um período de adaptação para a mãe e para o bebê.
Com o tempo, muitas das dificuldades diminuem e a confiança aumenta.
Espero que compartilhar minha experiência tenha ajudado você de alguma forma. Se este relato trouxe conforto ou respondeu alguma dúvida que você também tinha, conte sua história nos comentários. Será um prazer ler sua experiência e, quem sabe, ajudar outras mães que estão vivendo esse mesmo momento.
Desejo que Deus abençoe você e seu bebê com muita saúde, sabedoria e uma maternidade cheia de amor.
PERGUNTAS FREQUENTES
É normal sentir muita dor para amamentar no primeiro mês?
Nos primeiros dias é comum sentir um certo desconforto enquanto mãe e bebê aprendem a amamentar. No entanto, dores intensas, feridas ou mamilos rachados não devem ser considerados normais e podem indicar uma pega incorreta do bebê. Se isso acontecer, procure orientação de um profissional de saúde ou consultora de amamentação.
Quanto tempo um recém-nascido costuma mamar?
Não existe um tempo exato. Alguns recém-nascidos mamam durante 30 ou até 40 minutos nas primeiras semanas, enquanto outros fazem mamadas mais curtas. Com o passar dos dias, muitos bebês passam a mamar por menos tempo, mas com maior frequência.
Como saber se o bebê está mamando leite suficiente?
Uma das melhores formas é acompanhar o ganho de peso com o pediatra. Além disso, um bebê que mama bem costuma fazer xixi várias vezes ao dia, apresenta bom desenvolvimento e demonstra estar satisfeito após muitas das mamadas.
É normal achar que o leite não está descendo?
Sim. Nos primeiros dias muitas mães têm essa impressão, principalmente porque o bebê mama com frequência e o colostro é produzido em pequenas quantidades. A sucção frequente ajuda a estimular a produção do leite materno.
Por que um seio pode ficar maior que o outro durante a amamentação?
Isso pode acontecer quando o bebê mama mais de um lado do que do outro. O seio mais estimulado tende a produzir mais leite temporariamente. Alternar as mamadas entre as duas mamas costuma ajudar a equilibrar essa diferença.
O que fazer quando os mamilos ficam rachados?
A primeira medida é verificar se a pega do bebê está correta. Além disso, alguns cremes à base de lanolina podem ajudar na cicatrização dos mamilos. Em casos de dor intensa ou ferimentos persistentes, procure orientação médica.
É normal sentir muita sede durante a amamentação?
Sim. Muitas mães percebem um aumento significativo da sede durante as mamadas. Por isso, manter uma garrafa de água sempre por perto ajuda bastante na hidratação durante esse período.
Posso amamentar em locais públicos?
Sim. A amamentação é um direito da mãe e do bebê. No começo é normal sentir vergonha ou insegurança, mas com o tempo isso costuma ficar mais natural. O mais importante é atender às necessidades do bebê quando ele sentir fome.
Quanto tempo dura a fase mais difícil da amamentação?
Cada mulher vive uma experiência diferente, mas muitas mães relatam que as primeiras semanas são as mais desafiadoras. Com o passar do tempo, a pega melhora, a produção de leite se ajusta e a amamentação tende a ficar mais tranquila.
Vale a pena insistir na amamentação quando surgem dificuldades?
Sempre que possível, sim. Buscar orientação profissional pode fazer toda a diferença. Muitas dificuldades têm solução, e com apoio adequado a amamentação pode se tornar uma experiência muito mais prazerosa para a mãe e para o bebê.
Resumo da minha experiência no primeiro mês amamentando
✔️ Achei que amamentar seria fácil, mas enfrentei muitos desafios.
✔️ Tive mastite, mamilos rachados e muita insegurança.
✔️ Descobri que o bebê mamava o suficiente acompanhando o ganho de peso.
✔️ Aprendi que a amamentação vai muito além da alimentação.
✔️ Hoje vejo esse período como uma fase de muito aprendizado, amor e conexão com meu filho.
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